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Monthly Archives: junho 2016

freenetocupaminc

O CineHack, cineclube focado nos temas de tecnologia, segurança e comunicação digital e também nerdices em geral, dá sequencia com às exibições públicas do filme “Freenet?”.

Após a exibição do filme faremos um debate com tod@s sobre liberdades e
vigilância na internet.

Quando: sexta, dia 08/07, às 19:30
Onde: OcupaMinc SC, no centro de Florianópolis, ao lado do Mercado Público.

Sobre o filme:

Freenet? é um documentário colaborativo sobre o futuro da liberdade na
Internet no mundo.

Busca trazer algumas questões, tais como: Quem governa a rede? Com quais
interesses? Será que somos todos livres para acessar conteúdos? Ou ter
privacidade? Que direitos humanos são afetados quando se ataca a
liberdade da rede? Quem garante o direito de todos os cidadãos a uma
conexão rápida e de baixo custo?

O documentário é uma realização de quatro entidades brasileiras
comprometidas com o debate de liberdade e defesa de direitos na rede.
Foi produzido com licença em Creative Commons, permitindo que outros
distribuam, remixem, adaptem e criem a partir do seu trabalho. Está
disponível para assistir livremente na web.

Está disponível para assistir em: https://vimeo.com/161511483

Por nadir.org 23/11/2012 às 15:18

Traduzido em: http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2012/11/514157.shtml

Por muitos anos temos provido servidores e infraestrutura de comunicação
para a esquerda. Temos feito o nosso melhor para manter servidores
seguros e temos resistido por vários meios a requisições a dados de
usuário/a feitas por autoridades.

Em resumo: tentamos oferecer uma forma de comunicação libertadora dentro
da internet capitalista.

Sempre vimos a internet como um recurso para nossas lutas, e ao mesmo
tempo a reconhecemos como um terreno político controverso, e agimos em
consonância com isto. Pensávaamos que a maior parte da esquerda a
enxerga da mesma maneira. Mas uma vez que mais e mais pessoas na
esquerda tem “usado” o Facebook (ou o Facebook as tem usado), não temos
mais certeza sobre isso. Ao contrário, nosso trabalho político tem sido
insuficiente e exaustivo. A comunicação criptografada com servidores
autônomos não é tida como libertadora, mas como irritante.

Disneylândia

Apenas não havíamos percebido que, depois de toda a tensão nas ruas e
todas aquelas longas discussões grupais, muitos ativistas parecem ter o
desejo de falar bastante no Facebook sobre tudo e todos. Não havíamos
percebido que, mesmo na esquerda, o Facebook é a mais doce das
tentações. Que a esquerda, como todo mundo, gosta de seguir a suave
correnteza da exploração aonde ela não parece fazer mal nenhum e, mesmo
só por uma vez, não precisar resistir. Muitas pessoas sofrem de má
consciência. Embora isto possa levá-las a antever as consequências
fatais do Facebook, isso não parece ter sido transformado em ação.

É realmente ignorância?

Só para dar um breve resumo do problema; ao usar o Facebook, ativistas
não apenas fazem sua própria comunicação, sua opinião, seus “curtir”,
etc. transparentes e disponíveis para processamento. Ao invés disso — e
consideramos ainda mais importante — eles/as expõem estruturas e
indivíduos que tem pouco ou nada a ver com o Facebook. A capacidade do
Facebook de investigar a rede atrás de relações, semelhanças, etc. é
difícil de ser entendida por pessoas leigas. O falatório no Facebook
reproduz estruturas políticas para autoridades e empresas. Este
falatório pode ser pesquisado, organizado e agregado não apenas para
obter declarações precisas sobre relações sociais, pessoas-chave, etc,
mas também para realizar previsões, das quais se pode deduzir
regularidades. Depois dos celulares, o Facebook é a mais sutil, barata e
melhor tecnologia de vigilância disponível.

Usuários do Facebook como informantes não-intencionais?

Sempre pensamos que a esquerda queria outra coisa: continuar nossas
lutas na internet e usá-la para nossas lutas políticas. É disso que se
trata para nós — mesmo hoje. É por isso que vemos usuários/as de
Facebook como um perigo real para nossas lutas. Em particular, ativistas
que publicam informações importantes no Facebook (muitas vezes não
sabendo o que estão fazendo), que são cada vez mais utilizadas por
órgãos de segurança pública. Poderíamos quase ir tão longe ao ponto de
acusar esses/as ativistas de colaboracionismo, mas ainda não chegamos a
este ponto. Ainda temos esperança que as pessoas percebam que o Facebook
é um inimigo político e que aqueles/as que o usam fazem-no mais e mais
poderoso. Usuários/as ativistas do Facebook alimentam a máquina, e assim
revelam nossas estruturas — sem qualquer necessidade, sem qualquer
mandado judicial, sem qualquer pressão.

Nosso Ponto de Vista

Estamos cientes que falamos “de cima”. Para nós, que trabalhamos por
anos — e muitas vezes ganhamos a vida — com a rede e com computadores,
administração de sistemas, programação, criptografia e muito mais, o
Facebook surge quase como um inimigo natural. E desde que também nos
consideramos como parte da esquerda, isto soma-se com a análise da
economia política do Facebook, onde “usuários/as” são transformados em
produto a ser vendido e tornam-se consumidores ao mesmo. O jargão para
isso é “geração de demanda”. Percebemos que não é todo mundo que lida
com a internet de forma tão entusiasmática como nós. Mas que ativistas
permitam que este Cavalo de Tróia chamado Facebook seja parte das suas
vidas cotidianas, é um sinal e ignorância num nível crítico.

Instamos a todos/as: fechem suas contas no Facebook! Você está colocando
outras pessoas em perigo! Aja contra esse monstro de dados!

Ainda: deixe o Yahoo! mail e companhia. Abaixo o Google! Contra a
retenção de dados! Pela neutralidade da rede! Liberdade para Bradley
Manning! Longa vida à descentralização!

Lute contra o capitalismo! Também — e especialmente — na internet!
Contra a exploração e a opressão! Também — e especiamente — na internet!

Encha o saco de seus/suas camaradas. Mostre-lhes que ao alimentar o
Facebook eles/as estão escolhendo o lado errado!

URL:: http://nadir.org

O coletivo Mar1sc0tron dá continuidade ao CINEhack, cineclube
focado nos temas de tecnologia, segurança e comunicação digital, e
nerdices também. Neste quarto encontro será apresentado o filme “Freenet

Filme: Freenet (2016).
Quando: sábado, dia 25/06, às 19:00
Onde: Tarrafa Hacker Clube (pavilhinho da arquitetura-UFSC)

Sinopse:

A world wide web foi concebida e construída a partir de um fundamento principal: a liberdade pela conexão em rede, e não demorou para se tornar o carro-chefe da liberdade de expressão do século XXI. Com ela, não somos apenas consumidores de informação, somos também produtores. Mas o quanto somos realmente livres na internet para acessar conteúdos, e nos expressarmos? Quem governa a rede? Com quais interesses? Temos privacidade? Quem garante o direito de todos os cidadãos a uma conexão rápida e de baixo custo?

Essas e outras questões são debatidas em FREENET por especialistas e ativistas como Lawrence Lessig, Jacob Applebaum, Glenn Greenwald, Nnenna Nwakanma, Sergio Amadeu da Silveira, Edward Snowden, Frank La Rue e Catalina Botero entre outros. O filme passeia pela África, Índia, Estados Unidos, Brasil e Uruguai mostrando iniciativas e obstáculos para a democratização do acesso à internet e para a garantia de neutralidade da rede.

FREENET é um filme que tem sua licença em CREATIVE COMMONS permitindo que outros distribuam, remixem, adaptem e criem a partir do seu trabalho, mesmo para fins comerciais, desde que lhe atribuam o devido crédito pela criação original. É a licença mais flexível de todas as licenças disponíveis pois pretendemos maximizar a disseminação e uso do conteúdo licenciados.

Está disponível para assistir em: https://vimeo.com/161511483