Apoie a segunda edição da CriptoFunk

Evento discute privacidade na internet,
direitos digitais e funk na Favela da Maré

A CriptoFunk, evento gratuito que reúne debates, oficinas e festa sobre cuidados físicos, digitais e internet, chega a sua segunda edição em 2019. Prevista para acontecer no dia 14 de setembro, na Favela da Maré, no Rio de Janeiro, o evento-festa lança nesta semana uma campanha de financiamento colaborativo para sua realização. Para ajudar o evento, basta acessar benfeitoria e doar quantias a partir de R$ 15,00.

A iniciativa é inspirada no movimento global das Criptofestas. Com o lema “Criptografe dados, descriptografe o corpo”, a CriptoFunk busca promover a autonomia e liberdade das pessoas frente à influência das tecnologias em suas vidas. Em um mundo em que a internet ganha cada vez mais centralidade no cotidiano de grande parte da população, as discussões sobre privacidade na internet, algoritmos, direitos humanos e cuidados integrais (físicos, digitais e psicossociais) se tornam cada vez mais urgentes.

“A gente acha muito importante fazer a CriptoFunk no Complexo da Maré, porque traz debates que precisam ser cada vez mais disseminados e democratizados. As questões de liberdade e segurança digitais são muito novas para todo mundo. As soluções para essas questões só podem ser construídas a partir de múltiplos olhares, com uma diversidade de lugares e pessoas envolvidas nesse debate”, ressalta Clara Sacco, cofundadora do data_labe e uma das organizadoras do evento.

A campanha de financiamento recebe apoios até o dia 9 de setembro. Em troca, as(os) apoiadoras/es receberão brindes exclusivos, livros e até uma oficina de segurança digital. A CriptoFunk é um projeto coletivo e independente, formado por integrantes do data_labe, Escola de Ativismo, Intervozes e Coding Rights, e conta com apoio do Observatório de Favelas.

Inscrições abertas para Chamada de Atividades

Neste ano, a programação será construída colaborativamente e a Chamada para Atividades já está no ar. As inscrições vão até o dia 26 de agosto e devem ser feitas seguindo as instruções disponíveis no site: www.criptofunk.org. Podem ser propostas palestras, oficinas, rodas de conversa, exibição de filmes, instalações e performances artísticas, e DJ set de funk para a festa que encerra o evento.

As(os) proponentes poderão optar por uma ajuda de custo no valor de R$ 300,00 no ato da inscrição. As atividades devem dialogar com pelo menos um dos eixos temáticos da CriptoFunk: cuidados integrais (digital, físico, psicossocial); privacidade e direitos digitais; antivigilância; algoritmos e Direitos Humanos; corpo e tecnologias; gênero e tecnologias; raça e tecnologias; favela e tecnologias; ativismo e tecnologias; funk e tecnologias.

Como não usar os grupos de zap para organizar-se

Estamos replicando aqui esse texto originalmente publicado no blog Passa Palavra porque ele conversa muito bem com  boas práticas, algo que temos pensado bastante aqui no Mariscotron.

Em postagens anteriores, como “Instalei o Signal, e agora?”“Boas Práticas para Lista de Emails”, buscamos trabalhar com a ideia de que a forma como utilizamos uma determinada ferramenta tem que estar pensada e construída para nos auxiliar a alcançar nossos objetivos enquanto grupo. E que o software em si não é o único responsável para que as nossas comunicações sejam eficazes e seguras.

Vale lembrar, claro, que as ferramentas digitais têm valores esculpidos na sua própria arquitetura e que as boas práticas servem apenas até certo ponto. Ou seja, é impossível alterar completamente a função de uma ferramenta digital apenas com boas práticas.

Por Lucas

1. Desnaturalize completamente o uso dos grupos de celular. Se uma pessoa sai sem dizer nada, não é porque se ofendeu. Se ninguém te respondeu, não é (necessariamente) porque estão te boicotando. Essas tecnologias reproduzem uma intimidade social, só que sempre em um contexto individualizado, que nos leva a uma sobreinterpretação de tudo.

2. Trate os usos dos grupos em um encontro presencial. Não devemos utilizar regras tácitas ou um sentido comum sempre individualista como critério. Uma reunião onde todos e todas possam discutir os critérios fará com que se pense duas vezes ao usar a ferramenta, impedindo assim os comportamentos mais mecânicos e sem filtro que tão facilmente reproduzimos.

3. Estratégias comuns das pessoas que buscam lugar de destaque:

A. Superpresença virtual: estar constantemente mandando matérias, comentários, links, etc.; seja para suprir uma falta de atividade presencial, seja para estar sempre figurando e expondo opiniões.

B. Desvio de atenção: para evitar que um tema seja bem comunicado, é sempre fácil iniciar uma temática nova antes de que a intervenção anterior tenha um desenvolvimento. Por exemplo, Luiza relembra que haverá uma reunião no sábado e é necessário que mais pessoas confirmem sua presença; mas Paulo acha essa reunião uma perda de tempo, então antes que alguém responda à mensagem de Luiza, Paulo joga no grupo o link sobre uma declaração do Lula e instiga comentários de outras pessoas. Denis, facilmente indignável, ou apenas de forma inocente, dá seu ponto de vista sobre a declaração, motivando outros e outras a fazerem o mesmo, e logo a intervenção de Luiza fica muito acima no chat e o tema é então ignorado/esquecido, principalmente por aqueles e aquelas que só puderam olhar as mensagens do grupo algumas horas depois.

4. Uma forma eficaz de pressionar outra pessoa é sobrecarregá-la com mensagens privadas, cobrando/insistindo para que ela se posicione (sobre uma outra pessoa, sobre um fato, sobre o significado do que algum outro falou, etc.). Aquela habilidade, que antes requeria um mínimo de atitude mafiosa para ser feita presencialmente, agora pode ser usada à distância, e a manipulação dos afetos e das personalidades mais suscetíveis também é realizável por WhatsApp. É sempre possível tentar influenciar para que alguém diga algo num grupo que você mesmo/a não quer dizer, afim de não se expor pessoalmente. Isso vale tanto para uma assembleia como para um grupo de zap.

5. A falta de pudor com a qual se desmarcam compromissos de última hora, talvez o maior veneno da comunicação por mensagens instantâneas, tem de ser extirpada. Os celulares são uma realização prática da ideologia individualista, e terminam por precedê-la na determinação de nossos atos. Somos constantemente seduzidos a comunicar nossos desejos e impulsos mais baixos, falsificando ou ironizando atos valorosos ou o próprio valor da disciplina. Dentre os piores comportamentos estão:

A: tentativas de marcar reuniões por WhatsApp,

B: tentativas de remarcar reuniões com 1 ou menos dia de antecedência,

C: avisos de que se chega tarde já durante a própria tardança,

D: pedidos de re-re-reconfirmação de que haverá uma reunião ou atividade a poucos dias da mesma — criando um clima genérico de incertezas e instabilidades.

D1: com um mínimo de análise psicológica barata é possível entender que aqueles/as que recorrem a este comportamento, na maioria das vezes, estão na verdade estimulando a incerteza de outros/as, buscando uma cumplicidade para mudar uma data de reunião/atividade, ou secretamente planejando ocupar aquele horário com outra atividade.

D2: nos poucos casos de simples ingenuidade, quando as práticas da vida privada se reproduzem nos âmbitos de organização, o resultado é negativo para o coletivo de pessoas. Tudo bem que teus amigos e amigas sejam ramelões e desmarquem coisas em cima da hora ou que seja sempre necessário confirmar os encontros um par de horas antes quando se trata de assistir um jogo de futebol na casa de Fulano ou comer uma pizza na casa de Cicrana. No entanto, quando se trata de organizar um coletivo de pessoas com diferentes graus de afinidade/propósito, esse clima contribui profundamente para desacreditar os combinados, o que também termina enfraquecendo o potencial de qualquer ação coletiva.

D3: A questão de fundo é: quanto podemos confiar nos e nas nossas companheiras, se tudo é recombinável com o poder dos nossos dedos? Se vivemos em uma cidade onde o transporte é sempre uma roleta-russa: como adaptar-nos para que o celular não seja a principal mediação na hora de nos organizar? Como relacionar a geografia urbana com nossa organização para que não estejamos sempre à mercê das dificuldades e do acaso? Como construir confiança e constância em um mundo de fake news e de recompensas imediatas que nos chegam ininterruptamente aos bolsos de nossas calças?

Desenvolvedor e Defensor de Direitos Digitais é Preso no Equador

Ola Bini, um desenvolvedor de software livre e ativista pelos direitos digitais e a privacidade foi detido no Equador.

Sua detenção está sendo justificada pela policia pelo fato de ele “viajar muito e ler livros técnicos”, dentre esses livros, citam o fato de ele possuir o livro “Cyber Guerra” de Richard A. Clarke. Por outro lado, de acordo com um boletim emitido pelo Procurador-Geral , Ola teria sido detido para que fossem investigadas atividades ilegais relacionada ao Wikileaks.

A criminalização de pessoas que desenvolvem ferramentas para aumentar a privacidade e que se dedicam para proteger o direito a privacidade é algo muito preocupante. A privacidade é um direito básico de todo o ser humano.

Abaixo está a declaração do Centro de Autonomia Digital (original em Inglês e Espanhol), organização onde Bini atua como Diretor Técnico.

As pessoas que trabalham com software livre e privacidade não devem ser criminalizadas

Não há nada criminoso em querer privacidade.

Ola Bini, @olabini, uma reconhecida figura no âmbito do software livre mundial e defensor dos direitos digitais e a privacidade na Internet, foi detido no aeroporto de Quito, Equador às 15h20 de 11 de abril de 2019. Até onde se sabe não há acusações ou provas contra ele. Não foi permitido a seus advogados se reunirem com ele durante todo o dia de ontem. Às 18h00 anunciaram que o iriam mover para a Unidade de Flagrante da Promotoria no centro norte de Quito para colher testemunhos no âmbitode uma investigação da Promotoria provincial de Pichincha.

Bini, cidadão sueco residente em Equador  não fala fluentemente espanhol e requer um interprete para dar qualquer declaração. O prenderam ilegalmente, sem acusações conhecidas, sem comunicar às autoridades de seu país (Suécia) como estabelecem os protocolos internacionais.

Bini é o Diretor Técnico do Centro de Autonomia Digital e havia postado em sua conta no twitter que iria viajar ao Japão para um curso de artes marciais, uma viagem planejada há mais de um mês. Viu os comentários da ministra do Interior e tweetou: “María Paula Romo, a Ministra do Interior do Equador, esta manhã realizou uma coletiva de imprensa, onde foi alegado que hackers russos vivem no Equador e que uma pessoa próxima ao Wikileaks também vive no país.”

Bini tem sido um programador de software durante toda sua vida. Começou a programar com 8 anos e criou duas linguagens de programação. Tem sido um ativista de privacidade e software livre por muito tempo. Em 2010, a Computerworld na Suécia o nomeou como o 6º melhor desenvolvedor do país.

Já contribuiu com:

  • loke
  • Seph
  • JesCov
  • JRuby
  • JtestR
  • Yecht
  • JvYAMLb
  • JvYAML-gem
  • RbYAML
  • Ribs
  • ActiveRecord-JDBC
  • Jatha
  • Xample
  • JOpenSSL

CRIPTOCERRADO – Amanhã em Brasília

Acontece amanhã em Brasília a CriptoCerrado! Serão 10h de programação em quatro ambientes com muitas atividades simultâneas. Já está no ar a programação completa!

A Criptofesta Cerrado oferecerá uma série de palestras e oficinas para iniciantes e iniciados sobre o atual contexto de cultura, economia e política baseada em dados e em vigilância massiva. Haverá oficinas sobre cultura de segurança e proteção, bem como formações práticas.

CripTRA – CriptoFesta do Alto Tramandaí

 

No próximo sábado dia 15 de dezembro acontece a CriptoFesta do Alto Tramandaí em Maquiné – RS.

A programação completa já está no ar! São 15 atividades entre oficinas, palestras, bate-papos e muito mais divididos em 12h de programação.

O evento inicia com uma mesa redonda com o tema “Repressão e liberdade de expressão”, e segue com atividades sobre criptografia, análise de risco, cultura de segurança, software livre, redes,  e muito mais. Durante todo o dia voluntárias estarão disponíveis para auxiliar na instalação de Linux, LineageOS, Signal, criação de emails seguros, chaves PGP eentre outros! Traga seu dispositivo para libertá-lo das garras corporativas (mas não esqueça de fazer backup de seus arquivos importantes!).

Confira aqui a programação: www.criptra.noblogs.org/programacao/

Serviço:
CripTRA – CriptoFesta do Alto Tramandaí
15 de Dezembro 2018
09:00 às 22:00
Canto da Terra Armazém Café
Rua Luiz Alves da Costa, 715 – Maquiné / RS

Não entre em pânico, CRIPTOGRAFE!

 

CriptoFesta Sampa – 1º de dezembro de 2018

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Acontece amanhã a CriptoFesta Sampa, evento que busca disseminar boas práticas de comunicação digital com forte enfoque na segurança:

Muita calma nessa hora. Não começou hoje e não vai acabar amanhã. Cola junto com a gente e aprenda coisas básicas que você precisa saber para se comunicar com liberdade e segurança.

São 4 horas de oficinas e palestras sobre práticas, de nível básico e intermediário, para que você consiga se comunicar sem se preocupar.

Confira a programação completa em:
http://we.riseup.net/criptofestasbr/criptofestasampa

Serviço:

nano-CryptoFesta do Tarrafa em Floripa e CriptoFunk no Rio De Janeiro!

Dia 23/11: nano-CryptoFesta Tarrafa Edition, Florianópolis – SC

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Acontece nessa sexta no Tarrafa Hackerclube a nano-Crypto Festa. Com inicio às 18h, o evento vai contar a apresentação do Data Detox, conversa sobre conceitos básicos de comunicação segura e a exibição de dois curtas seguido de debate. Além disso, durante todo o evento estará rolando a instalação de aplicativos de comunicação mais segura como Briar e Signal e de sistemas operacionais Linux.

 

Dia 24/11: CriptoFunk, Rio de Janeiro

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A Criptofunk acontece no dia 24 de novembro, no Complexo da Maré (Galpão Bela Maré), com atividades sobre segurança integral (digital, física e psicossocial), privacidade, violência online, criptografia, resistência, liberdade na rede e funk!

Essa é a 1ª edição do evento no Rio de Janeiro! Inspirada no movimento internacional das CryptoParties, a CripoFunk é um esforço coletivo para difundir os conceitos fundamentais de privacidade e liberdade na Internet e ampliar a adoção de práticas e ferramentas de cuidados digitais.

Seguindo a tradição da CryptoRave, que acontece em São Paulo, ao final dos debates e atividades, uma grande festa encerra o evento. A participação nas atividades é aberta mediante inscrição gratuita. A programação completa será divulgada em breve nas redes do evento no twitter e facebook.

Link para inscrição: https://tinyurl.com/criptofunk
Link do evento: https://www.facebook.com/events/277096262921177/

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