Debate sobre mídia alternativa – ENEDS 2016 (17/08)

Com este encontro buscamos realizar um debate sobre mídia alternativa nos dias atuais e trocar ideias sobre autonomia e liberdades com o crescimento do uso do Facebook no meio ativista.

Também queremos compartilhar algumas experiências de mídia alternativa e suas ligações com as lutas sociais da cidade de Florianópolis.

Mediador: Coletivo Mariscotron

Local: Tarrafa Hacker Clube. Arquitetura – UFSC.

Data e hora: 17/08/16 às 13:30. Duração de 2 horas e meia.

Esta atividade faz parte do ENEDS 2016. Entrada gratuita.

comunicacaosegura-eneds

 

Oficina de Comunicação Segura – ENEDS 2016 (17/08)

O coletivo Mariscotron irá realizar no dia 17/08 uma oficina de comunicação segura. Tópicos: Cultura de segurança, vigilância generalizada, níveis de segurança, paranoia x comunicação, softwares.

Local: Tarrafa Hacker Clube. Arquitetura – UFSC.

Data e hora: 17/08/16 às 16:00. Duração de 2 horas.

Esta atividade faz parte do ENEDS 2016. Entrada gratuita.

comunicacaosegura-eneds

Tecnota: Impressão Digital do Navegador

Tecnota #1: Browser Fingerprint

Quando navegamos pela web, os sites que visitamos coletam várias informações sobre nós. Isso é o que chamamos de Impressão Digital do Navegador ou Dispositivo (Browser or Device Fingerprint). Parte dessas informações é necessária para o funcionamento da própria comunicação (o que deveria ser apagado ao fim da transação), entretanto, parte é usada especificamente para a criação de perfis das pessoas (profiling). Quanto mais único for o conjunto dessas informações, mais fácil será identificar uma usuária. A comparação dessas informações em diferentes bancos de dados pode levar à desanonimização principalmente se você tiver logado em algum momento durante a navegação (e, em geral, estamos sempre logados quando navegamos por um smartphone, não?).

Atualmente, muito tem se falado sobre anonimização de metadados para proteger o usuário. Em primeiro lugar, por que estão coletando informações sobre nós sem nosso consentimento? Acontece que muitas empresas aprenderam a lucrar com isso e então, após anos de espionagem generalizada, vários países estão construindo legislações sobre anonimização como uma tentativa de definir o que é um dado pessoal e o que não é. Porém, sabendo que o cruzamento de informações de diferentes bases de dados pode facilmente desanonimizar os perfis (pois afinal, deixamos uma impressão digital praticamente única ao navegar na web), os efeitos de tais esforços legais são nada mais que uma farsa. A quantidade de informação para tanto é estimada em 18 bits! Estudos mais conservadores falam em 33 bits. Na verdade, o que está em jogo é a criação de uma garantia legal para, de forma eficiente, vigiar e fazer propaganda sem que as pessoas possam reclamar depois.

vigilancia

Os perfis gerados automaticamente com os metadados da nossa comunicação digital são usados tanto pelos Estados e suas polícias, para agir preventivamente(!), quanto por seguradoras, convênios de saúde e agências de publicidade. Não são poucos os casos de erros grosseiros baseados nesses perfis e softwares/algoritmos discriminatórios tomando decisões no lugar de pessoas (o caso do robô da Microsoft foi apenas o mais conhecido). Como absolutamente tudo está sendo gravado, nossa integridade acaba sendo decidida por que tem acesso a essas bases de informação: policiais britânicos estavam usando esses dados para proveito próprio e contra as pessoas. Outro uso das informações sobre os fluxos de dados – que tem feito as prefeituras e escritórios de arquitetura salivarem – são as chamadas Cidades Inteligentes. Para mais informações, veja o Boletim AntiVigilância n° 13.

Mas que tipo de metadados compõem a impressão digital de um navegador (browser)? São vários, como por exemplo: seu endereço IP, seu histórico de navegação, o tamanho da sua tela, seu fuso horário, plug-ins do seu navegador/dispositivo e nome e versão do sistema operacional. Segundo o site browserspy.dk (“Navegador Espião”), dezenas de outras informações também podem ser coletadas: as fontes instaladas no seu computador, se você tem instalado programas como Adobe Reader, OpenOffice, Google Chrome e MS Silverlight, além da versão do navegador e o proxy que você usa (se estiver usando). O site amiunique.org (“Será que sou único?”) também dá a dica: essas coletas são feitas majoritariamente através de scripts de Java e Flash. (Para ter controle sobre quais javascripts rodarão no seu navegador, utilize o add-on No-Script.)

Em 2010, a Eletronic Frontier Foundation (EFF) lançou o projeto Panoptclick para medir o quão único é o seu navegador. Visite https://panopticlick.eff.org/ e faça o teste.

Também é possível ver quem, além do usuário, sabe sobre os lugares onde ele navega através do add-on Lightbeam. Já o projeto Trackography mostra para onde viajam nossas informações quando acessamos certos sites de notícias: https://trackography.org/

lightbeam

Para quem ainda se pergunta quais seriam os possíveis efeitos da coleta extensiva de Impressões Digitais de Navegadores, o site https://amiunique.org fornece uma explicação clara em uma de suas perguntas frequentes:

“Como toda tecnologia de rastreamento, ela é uma faca de dois gumes.
Impressões digitais podem ser usadas de maneira construtiva para combater fraudes ou sequestro de credenciais, através da verificação de que ao logar num site específico, o usuário é um usuário legítimo.
Impressões digitais também podem ser usadas de maneira um tanto mais questionável, como para rastrear usuários em diferentes websites e coletar informações sobre seus hábitos e gostos sem que o usuário saiba disso.
E elas também podem ser usadas de maneira bem destrutiva: se um atacante sabe quais módulos de software (versão do navegador, plugins, etc.) estão instalados num dispositivo específico, ele pode desenvolver ataques feitos sob medida para estes módulos específicos.”

Um vídeo bem interessante feito pela Disconnect.me nos dá mais argumentos sobre os possíveis usos da impressão digital do navegador: “Rastreamento indesejado não é de boa” .

Em 2014, o Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) publicou em seu site um artigo sobre a história do rastreamento e da impressão digital na web, “Browser Fingerprinting and the Online-Tracking Arms Race” (“Impressão digital do navegador e a corrida armamentista do rastreamento online”). Tudo começou com os coockies, depois vieram os coockies de terceiros para a venda de propaganda, até convergir com as agências de segurança para a criação massiva de bancos de dados de perfis, com informações bem pessoais como hábitos, preferências e deslocamentos.
Assim, o que temos visto com todos esses acontecimentos é a banalização de um valor essencial à liberdade: a privacidade. Qualquer pessoa sabe o efeito nocivo de ter alguém monitorando tudo o que se faz. A impressão digital do navegador é mais uma ferramenta dentro de um grande conjunto usado para rastreamento. Com a internet, essa vigilância tornou-se incrivelmente sutil e invisível. Por isso, temos que estar muito mais atentos e investigativos, e passar a escolher pela nossa liberdade.
Lista de sites com informações sobre o assunto:
– http://browserspy.dk/
– https://panopticlick.eff.org
– https://amiunique.org
– https://myshadow.org/pt/browser-tracking
– https://trackography.org/ : A Tactical Tech project which aims to increase transparency about the online data industry by illustrating who tracks us when we browse the internet.
– https://33bits.org/ : The end of anonymous data and what to do about it.

CineHack apresenta o filme “Freenet?” no Instituto Arco Íris (08/07)

Devido ao pedido de desocupação emitido pela superintendência do IPHAN para a Ocupa MinC SC, o prédio teve que ser desocupado.

Entretanto conseguimos outro local para a exibição do filme. Vai ser no Instituto Arco Íris, que fica no centro na Travessa Ratclif.

Somos solidários ao pessoal do Ocupa Minc SC, que durante mais de 30 dias realizaram e serviram de ponto de encontro das mais diversas atividades culturais e de resistência da cidade. O manifesto de saída da ocupação pode ser lido aqui.

freenetocupaminc

O CineHack, cineclube focado nos temas de tecnologia, segurança e comunicação digital e também nerdices em geral, dá sequencia com às exibições públicas do filme “Freenet?”.

Após a exibição do filme faremos um debate com tod@s sobre liberdades e
vigilância na internet.

Quando: sexta, dia 08/07, às 19:00
Onde: Instituto Arco Íris, no centro de Florianópolis, na travessa Ratclif.

Sobre o filme:

Freenet? é um documentário colaborativo sobre o futuro da liberdade na
Internet no mundo.

Busca trazer algumas questões, tais como: Quem governa a rede? Com quais
interesses? Será que somos todos livres para acessar conteúdos? Ou ter
privacidade? Que direitos humanos são afetados quando se ataca a
liberdade da rede? Quem garante o direito de todos os cidadãos a uma
conexão rápida e de baixo custo?

O documentário é uma realização de quatro entidades brasileiras
comprometidas com o debate de liberdade e defesa de direitos na rede.
Foi produzido com licença em Creative Commons, permitindo que outros
distribuam, remixem, adaptem e criem a partir do seu trabalho. Está
disponível para assistir livremente na web.

Está disponível para assistir em: https://vimeo.com/161511483

CineHack apresenta o filme “Freenet?” na OcupaMincSC (08/07)

freenetocupaminc

O CineHack, cineclube focado nos temas de tecnologia, segurança e comunicação digital e também nerdices em geral, dá sequencia com às exibições públicas do filme “Freenet?”.

Após a exibição do filme faremos um debate com tod@s sobre liberdades e
vigilância na internet.

Quando: sexta, dia 08/07, às 19:30
Onde: OcupaMinc SC, no centro de Florianópolis, ao lado do Mercado Público.

Sobre o filme:

Freenet? é um documentário colaborativo sobre o futuro da liberdade na
Internet no mundo.

Busca trazer algumas questões, tais como: Quem governa a rede? Com quais
interesses? Será que somos todos livres para acessar conteúdos? Ou ter
privacidade? Que direitos humanos são afetados quando se ataca a
liberdade da rede? Quem garante o direito de todos os cidadãos a uma
conexão rápida e de baixo custo?

O documentário é uma realização de quatro entidades brasileiras
comprometidas com o debate de liberdade e defesa de direitos na rede.
Foi produzido com licença em Creative Commons, permitindo que outros
distribuam, remixem, adaptem e criem a partir do seu trabalho. Está
disponível para assistir livremente na web.

Está disponível para assistir em: https://vimeo.com/161511483

Precisamos falar sobre o Facebook

Por nadir.org 23/11/2012 às 15:18

Traduzido em: http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2012/11/514157.shtml

Por muitos anos temos provido servidores e infraestrutura de comunicação
para a esquerda. Temos feito o nosso melhor para manter servidores
seguros e temos resistido por vários meios a requisições a dados de
usuário/a feitas por autoridades.

Em resumo: tentamos oferecer uma forma de comunicação libertadora dentro
da internet capitalista.

Sempre vimos a internet como um recurso para nossas lutas, e ao mesmo
tempo a reconhecemos como um terreno político controverso, e agimos em
consonância com isto. Pensávaamos que a maior parte da esquerda a
enxerga da mesma maneira. Mas uma vez que mais e mais pessoas na
esquerda tem “usado” o Facebook (ou o Facebook as tem usado), não temos
mais certeza sobre isso. Ao contrário, nosso trabalho político tem sido
insuficiente e exaustivo. A comunicação criptografada com servidores
autônomos não é tida como libertadora, mas como irritante.

Disneylândia

Apenas não havíamos percebido que, depois de toda a tensão nas ruas e
todas aquelas longas discussões grupais, muitos ativistas parecem ter o
desejo de falar bastante no Facebook sobre tudo e todos. Não havíamos
percebido que, mesmo na esquerda, o Facebook é a mais doce das
tentações. Que a esquerda, como todo mundo, gosta de seguir a suave
correnteza da exploração aonde ela não parece fazer mal nenhum e, mesmo
só por uma vez, não precisar resistir. Muitas pessoas sofrem de má
consciência. Embora isto possa levá-las a antever as consequências
fatais do Facebook, isso não parece ter sido transformado em ação.

É realmente ignorância?

Só para dar um breve resumo do problema; ao usar o Facebook, ativistas
não apenas fazem sua própria comunicação, sua opinião, seus “curtir”,
etc. transparentes e disponíveis para processamento. Ao invés disso — e
consideramos ainda mais importante — eles/as expõem estruturas e
indivíduos que tem pouco ou nada a ver com o Facebook. A capacidade do
Facebook de investigar a rede atrás de relações, semelhanças, etc. é
difícil de ser entendida por pessoas leigas. O falatório no Facebook
reproduz estruturas políticas para autoridades e empresas. Este
falatório pode ser pesquisado, organizado e agregado não apenas para
obter declarações precisas sobre relações sociais, pessoas-chave, etc,
mas também para realizar previsões, das quais se pode deduzir
regularidades. Depois dos celulares, o Facebook é a mais sutil, barata e
melhor tecnologia de vigilância disponível.

Usuários do Facebook como informantes não-intencionais?

Sempre pensamos que a esquerda queria outra coisa: continuar nossas
lutas na internet e usá-la para nossas lutas políticas. É disso que se
trata para nós — mesmo hoje. É por isso que vemos usuários/as de
Facebook como um perigo real para nossas lutas. Em particular, ativistas
que publicam informações importantes no Facebook (muitas vezes não
sabendo o que estão fazendo), que são cada vez mais utilizadas por
órgãos de segurança pública. Poderíamos quase ir tão longe ao ponto de
acusar esses/as ativistas de colaboracionismo, mas ainda não chegamos a
este ponto. Ainda temos esperança que as pessoas percebam que o Facebook
é um inimigo político e que aqueles/as que o usam fazem-no mais e mais
poderoso. Usuários/as ativistas do Facebook alimentam a máquina, e assim
revelam nossas estruturas — sem qualquer necessidade, sem qualquer
mandado judicial, sem qualquer pressão.

Nosso Ponto de Vista

Estamos cientes que falamos “de cima”. Para nós, que trabalhamos por
anos — e muitas vezes ganhamos a vida — com a rede e com computadores,
administração de sistemas, programação, criptografia e muito mais, o
Facebook surge quase como um inimigo natural. E desde que também nos
consideramos como parte da esquerda, isto soma-se com a análise da
economia política do Facebook, onde “usuários/as” são transformados em
produto a ser vendido e tornam-se consumidores ao mesmo. O jargão para
isso é “geração de demanda”. Percebemos que não é todo mundo que lida
com a internet de forma tão entusiasmática como nós. Mas que ativistas
permitam que este Cavalo de Tróia chamado Facebook seja parte das suas
vidas cotidianas, é um sinal e ignorância num nível crítico.

Instamos a todos/as: fechem suas contas no Facebook! Você está colocando
outras pessoas em perigo! Aja contra esse monstro de dados!

Ainda: deixe o Yahoo! mail e companhia. Abaixo o Google! Contra a
retenção de dados! Pela neutralidade da rede! Liberdade para Bradley
Manning! Longa vida à descentralização!

Lute contra o capitalismo! Também — e especialmente — na internet!
Contra a exploração e a opressão! Também — e especiamente — na internet!

Encha o saco de seus/suas camaradas. Mostre-lhes que ao alimentar o
Facebook eles/as estão escolhendo o lado errado!

URL:: http://nadir.org

CINEHack – freenet (25/06)

O coletivo Mar1sc0tron dá continuidade ao CINEhack, cineclube
focado nos temas de tecnologia, segurança e comunicação digital, e
nerdices também. Neste quarto encontro será apresentado o filme “Freenet

Filme: Freenet (2016).
Quando: sábado, dia 25/06, às 19:00
Onde: Tarrafa Hacker Clube (pavilhinho da arquitetura-UFSC)

Sinopse:

A world wide web foi concebida e construída a partir de um fundamento principal: a liberdade pela conexão em rede, e não demorou para se tornar o carro-chefe da liberdade de expressão do século XXI. Com ela, não somos apenas consumidores de informação, somos também produtores. Mas o quanto somos realmente livres na internet para acessar conteúdos, e nos expressarmos? Quem governa a rede? Com quais interesses? Temos privacidade? Quem garante o direito de todos os cidadãos a uma conexão rápida e de baixo custo?

Essas e outras questões são debatidas em FREENET por especialistas e ativistas como Lawrence Lessig, Jacob Applebaum, Glenn Greenwald, Nnenna Nwakanma, Sergio Amadeu da Silveira, Edward Snowden, Frank La Rue e Catalina Botero entre outros. O filme passeia pela África, Índia, Estados Unidos, Brasil e Uruguai mostrando iniciativas e obstáculos para a democratização do acesso à internet e para a garantia de neutralidade da rede.

FREENET é um filme que tem sua licença em CREATIVE COMMONS permitindo que outros distribuam, remixem, adaptem e criem a partir do seu trabalho, mesmo para fins comerciais, desde que lhe atribuam o devido crédito pela criação original. É a licença mais flexível de todas as licenças disponíveis pois pretendemos maximizar a disseminação e uso do conteúdo licenciados.

Está disponível para assistir em: https://vimeo.com/161511483

Convocatória Contralab:reboot

Enquanto proliferam-se as crises no atual modelo de representação política, diversas iniciativas criam novas táticas de participação, resistência e ocupação. Indo da micropolítica cotidiana à incidência no âmbito institucional, cada uma destas experiências desenvolve-se a partir de diferentes conhecimentos, tecnologias e metodologias. A fim de colocá-las em diálogo e promover uma semana de imersão para o desenvolvimento de práticas e pesquisas compartilhadas, convocamos a tods interessads a enviarem projetos para o encontro de produção colaborativa Contralab:reboot.

Das manifestações de 2013 até o impeachment, o sistema político brasileiro passou do esgotamento ao colapso. Queremos repensar os mecanismos de representação, facilitar a participação pública na tomada de decisões, ampliar o acesso a informações sobre personagens e recursos públicos. Esperamos que as propostas possam ir além do que conseguimos imaginar, portanto, os temas não estão limitados a estes elencados abaixo:

  • Novas formas de mobilização, protesto e ação política;
  • Metodologias e tecnologias dos movimentos secundaristas e OcupaEscola;
  • Metodologias e tecnologias de assembleias populares, associações de moradores organizações de base;
  • Tecnologias sociais e metodologias analógicas e/ou digitais para decisão e ação coletiva;
  • Análises de dados em redes sociais voltadas à ação política;
  • Ferramentas de campanhas e mobilização online;
  • Processamento, organização e difusão de informações levantadas em vazamentos ou operações de investigação;
  • Visualização de dados e monitoramento cidadão do Diário Oficial e gastos públicos;
  • Sistemas eletrônicos para democracia direta, incluindo uso de tecnologia blockchain ;
  • Processamento de linguagem aplicado à análise de dados oficiais;
  • etc

Fonte e mais informações: http://nuvem.tk/wiki/index.php/CONTRALAB:Reboot

Inscreva-se!

Inscrições abertas até o dia 11 de junho, às 23:59. Use o formulário de inscrição: https://nuvem1.typeform.com/to/liG5LI

Perseguição a Antena Negra TV da Argentina

Fonte: http://midiacoletiva.org/perseguicao-antena-negra-tv-da-argentina/

ANTENA NEGRA TV DISPUTA COM A EMPRESA PROSEGUR E O ESTADO ARGENTINO O DIREITO DE TRANSMITIR

Antena Negra é uma emissora de TV independente e coletiva que ocupa o canal 20 – TDA no espectro argentino e pode ser sintonizada em aparelhos de televisão e pela internet. Esta emissora é um desafio ao monopólio das ideias que reina na Argentina, que vive durante décadas controlada e manipulada por poucos grupos donos de cadeias de comunicação.

Além de ser um canal de difusão, Antena Negra também é um espaço de construção política e social a partir da perspectiva da edu-comunicação. Desempenha grande inspiração para outras emissoras comunitárias porque desenvolveu em parceria com outros coletivos uma capacidade incrível e autônoma de produzir seus próprios transmissores e antenas.

Já no ano passado integrantes da Antena Negra tiveram problemas com a justiça porque operam em um canal, de forma legal e baseado na Lei de Meios da Argentina, que foi cedido em uma negociata excusa e mau explicada com a polícia, para a empresa de segurança privada Prosegur.

O transmissor e demais equipamentos da Antena Negra TV foram lacrados e apreendidos, em um claro intuito de privilegiar uma empresa com lobby governamental e militar, em detrimento de uma emissora que além de comunitária e independente, cumpre um papel crucial na articulação política dos meios de comunicação independentes e sobretudo na articulação da RNMA – Red Nacional de Medios Alternativos.

A empresa de segurança que realiza uma comunicação interna entre carro-forte, viaturas, centrais e demais operativos usa ilegalmente uma banda do espectro que é oficialmente destinada a canais de TV comunitários, garantidos pela lei federal que rege no país, mas que também encontra em Maurício Macri atual presidente, um novo e feroz inimigo.

Nessa semana novamente uma ordem judicial decretava a apreensão dos equipamentos de transmissão, que foi alterada para um prazo de 48 horas, que intima seus integrantes a entregarem os equipamentos para o governo, prazo que já foi cumprido.

Diferente do episódio anterior, dessa vez o governo não atuou com a força policial, mas com uma estratégia jurídica para favorecer a empresa Prosegur, que contém a ameaça de se continuarem transmitindo mesmo posterior a liminar, serão detidos e processados.

Nos solidarizamos com esse veículo independente e importantíssimo para o cenário de mídia livre no nosso continente, e reproduzimos uma parte de sua postagem em redes sociais e da última transmissão antes de apagar o sinal.

Certos de que o compromisso com a mídia popular e inteligência desses compas os manterão ativos e combativos para retomar seu direito de transmitir pelos ares da Argentina e despertar consciência ‘desde abajo’

Ultima Transmissão 12 de maio 

Nota da Antena Negra TV em redes sociais:


Dejar de estar al aire implica apagar nuestra herramienta comunicacional, es decir nuestro medio de lucha, censurando las voces del campo popular y profundizando aún más la desigualdad entre los medios comunitarios y los comerciales, que trabajan en conjunto con empresas telefónicas, afianzando el cerco mediático que favorece el discurso hegemónico.

A partir de esto tomamos, en conjunto con la RNMA, la decisión de no entregar a ninguna persona a la cárcel, y por lo tanto salir momentáneamente del aire. La entrega ser hará en las próximas horas en el edificio de ENACOM Perú 103 y allí constatará que se entregan en forma y funcionando para luego labrar una acta. Los equipos quedarán entonces nuevamente retenidos por el Estado y la empresa Prosegur utilizando la frecuencia desde su ilegalidad.

Responsabilizamos por esta situación:

– A la empresa multinacional Prosegur, que inició esta causa penal e impulsó una persecución juridica y policial, siendo ellos los que usan ilegítimamente el espectro;

– Al juez Martínez De Giorgi, que llevó adelante el primer secuestro de los equipos en 2015 y hoy continúa respondiendo a las presiones de dicha empresa sacandonos del aire e intentando un segundo allanamiento en el canal.

– Al ENACOM, por no llevar adelante las políticas correspondientes a su función, para que este conflicto se resuelva en favor de la comunicación popular.

A pesar de la extensa reunión, no se pudo conseguir que ENACOM actuara para que se detuviera esta nueva instancia de retención de los equipos ordenada por el juez di Giorgi. El organismo adquirió el compromiso de pedir juntamente con Antena Negra TV y por escrito una audiencia ante el juzgado, para finalizar la causa penal y llevarla al plano administrativo-político, del que nunca debió haber salido.

Exigimos que se retire de inmedato la causa penal y se resuelva el conflicto por vías administrativas, dejando así de tener el peligro inminente de una persona presa por hacer comunicación comunitaria, alternativa y popular. Queremos la resolución de esta disputa, por lo tanto también exigimos al ENACOM que encuentre una figura legal que nos permita poder seguir transmitiendo y dejar de estar en un estado de vulnerabilidad permanente y en peligro de allanamiento constante.

Desde Antena Negra TV y la RNMA tomamos esta decisión aunque calificamos de injusta la resolución de Juez. Debería ser PROSEGUR quien apague sus equipos y no nosotros pero ante la eventualidad de que una persona, ya imputada, pueda perder su libertad por desobediencia, hemos resuelto apagar el equipo para esta nueva retención.

No estamos eligiendo entre dos variantes, nos obligan a hacerlo. Entre la cárcel o el aire, elegimos hacer comunicación comunitaria, alternativa y popular. Y volveremos a hacerlo, definitivamente.

¡Basta de seguir beneficiando a las empresas privadas por sobre el campo popular!

¡Basta de hacer de la comunicación un negocio y una mercancía!

¡ANTENA NEGRA TV NO SE APAGA!

Oficina: Email encriptado, dia 12, 19h30

Nesta quinta-feira, dia 12, às 19h30, o coletivo mar1sc0tron dará uma
oficina sobre encriptação de emails. Esse conhecimento e prática é parte
da cada vez mais necessária Cultura de Segurança. Falaremos sobre a
historia do programa PGP, a abertura do código para o OpenPGP,
encriptação assimétrica, seus usos para email, chat e arquivos, e por
fim, a criação prática de chaves pública e privada. Levem seus computadores.

 

Data: 12/05/2016, às 19h30

Local: Tarrafa HackerClub – UFSC

Oficina OpenPGP - 12-05-2016