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Essa semana estamos compartilhando um compilado de pequenos textos de vários autores que trata sobre a coerência do uso da tecnologia por anarquistas. Os textos são respostas a uma carta aberta escrita por Ron Leighton, onde ele indaga sobre o uso que anarco-primitivistas fazem da tecnologia para propagação de suas ideias. Os questionamentos iniciais de Leighton parecem estar carregados de conceitos pouco desenvolvidos sobre as posições de primitivistas e ludditas, porém o debate que se sucede aborda questões importantes para pensarmos o que é a tecnologia e até que ponto seu uso nos auxilia a alcançar nossos propósitos.

Os textos estão em inglês e podem ser baixados aqui.

Essa é uma postagem bem específica, mas pode quebrar o galho de alguém.

Sempre usei o Pidgin como gerenciador de contas de mensageria instantânea. Nele é possível configurar diversas contas de chat e já faz um bom tempo uso apenas o protocolo federado XMPP. Optei pelo Pidgin no Debian porque tinha a possibilidade de instalar o plugin do Off-The-Record (OTR), que faz encriptação de ponta-a-ponta no chat. Com isso, temos as seguintes condições de segurança satisfeitas:

  • Software livre de código aberto: pidgin
  • Protocolo federado: XMPP
  • Servidor autônomo: pode ser o do riseup.net
  • criptografia de ponta-a-ponta: OTR
  • controle das chaves públicas e, principalmente, da privada: numa subpasta da sua “/home/”

Aí outro dia, d4rkcrist4l postou aqui no blog falando que usar um plugin para rodar o OTR poderia ser uma furada. Então, fui atrás de outro programa. Infelizmente, não encontrei nenhum que satisfizesse todos os critérios acima, mais o meu gosto, e ainda tivesse o OTR embutido de fábrica. Porém, descobri outra falha do Pidgin. Dizem por aí que por ele ser escrito em C há mais chances de ele sofrer ataques relacionados à memória (cadê o LINK?), pois essa linguagem precisa de acesso total para manipulação da memória do computador.

Foi então que apareceu o Gajim. Um amigo já havia comentado dele e finalmente resolvi instalar. O Gajim é escrito em python, o que, até onde o meu conhecimento de leigo alcança, melhora drasticamente a vulnerabilidade de memória que o C pode ter. Além disso, esse programa também roda o OMEMO, protocolo que criptografa de ponta-a-ponta conversas em grupo, coisa que o OTR (e o pidgin) não faz.

Com o Gajim instalado, descobri que ele lida com as chaves OTR de um jeito diferente do Pidgin. Como eu não queria ter que gerar novas chaves, descobri um script que resolve o problema. Daqui pra frente é a tradução das instruções do repositório github do pidgin2gajim.


pidgin2gajim

Este programa converte as chaves OTR do formado Pidgin para o forma Gajim.

Seus arquivos OTR do Pidgin estão aqui:

~/.purple/otr.private_key  # chaves(s) secreta(s)
~/.purple/otr.fingerprints # impressões digitais (fingerprints)

Seus arquivos OTR do Gajim estão aqui:

~/.local/share/gajim/ACCOUNT.key3 # chave secreta
~/.local/share/gajim/ACCOUNT.fpr  # fingerprints

Quando você rodar o pidgin2gajim.py, ele irá carregar automaticamente os seus arquivos OTR do Pidgin do diretório ~/.purple/. Em seguida, criará um novo diretório relativo ao seu local atual chamado “output” e salvará nele os arquivos no formato-Gajim .key3 e .fpr para cada conta que você tiver no Pidgin.

Depois, você precisará mover manualmente os arquivos .key3 e .fpr do diretório “output” para o ~/.local/share/gajim/. Será preciso alterar um pouco o nome dos arquivos (por exemplo, retirar o prefixo “nome_de_usuária@”).

Copiei um bom tanto de código do projeto “otrfileconverter” do Guardian Project para as partes de carregar e manusear o arquivo de chave privada OTR do Pidgin: https://github.com/guardianproject/otrfileconverter

Como Usar

Primeiro, instale o Gajim:

sudo apt-get install gajim

Rode-o e configure suas contas XMPP (jabber). Clique em Editar -> Plugins e mude para a aba Disponível (Available). Baixe e instale o plugin do OTR. (Caso você queira usar novas chaves ou gerá-las pela primeira vez, faça o seguinte: na janela de plugins, selecione o Off-The-Record (OTR) e clique em Configurar para abrir as configurações do plugin. Para cada conta XMPP, gere uma nova chave OTR; feito isso, feche completamente o Gajim.)

Em seguida, baixe e rode o script pidgin2gajim:

$ git clone https://github.com/micahflee/pidgin2gajim.git
(copia o conteúdo do projeto que tá no github. Tem que tem o "git" instalado.)

$ cd pidgin2gajim

(agora instale a biblioteca python-virtualenv)
$ sudo apt-get install python-virtualenv
$ virtualenv env
$ . env/bin/activate 
$ pip install pyparsing
$ pip install python-potr
$ ./pidgin2gajim.py
$ ls -l output
$ deactivate 

Agora sobrescreva suas chaves OTR do Gajim com as criadas a partir das do Pidgin que estão no diretório output.

Seria algo assim:

# descrição do comando: copiar chave_em_output para novo_nome_chave_outro_lugar
$ cp output/micah@jabber.ccc.de.key3 ~/.local/share/gajim/jabber.ccc.de.key3
$ cp output/micah@jabber.ccc.de.fpr ~/.local/share/gajim/jabber.ccc.de.fpr

O nome “fulana” dos arquivos fulana.key3 e fulana.fpr tem que ser o mesmo nome que está configurado na conta no Gajim.

Abra o Gajim novamente. Se tudo tiver corrido bem, suas chaves OTR já devem estar no Gajim. Pronto.

O que segue é um resumo. A postagem completa está no blog do tor project.

O Tor Browser 6.0.7 está disponível na página do Tor Browser Project e também no distribution directory.

Este lançamento realiza uma importante atualização de segurança no Firefox e contém, adicionalmente, uma atualização do NoScript (2.9.5.2).

A falha de segurança responsável por este lançamento urgente é altamente explorada hoje em sistemas Windows. Até onde se sabe, o tal bug não afeta usuários de OS X ou Linux. Mesmo assim, recomendamos fortemente que todos os usuários atualizem seu Tor Browser imediatamente. É preciso reiniciá-lo para que a mudança seja efetiva.

Debate que estamos promovido na UFSC para segunda-feira. Um evento integrado entre as ocupas do CFH e do CCE.

No varandão do CCE, 28/11/16 às 19:30.

 

16 de janeiro de 2015

Por Dia Kayyali e Katitza Rodriguez – artigo do portal EFF.org

A segurança não é um crime, a menos que você seja anarquista

Riseup, um coletivo de tecnologia que fornece serviços de comunicação voltados para segurança para ativistas do mundo todo, soou o alarme no último mês quando um juiz na Espanha afirmou que o uso do seu serviço de e-mail era uma prática, a seu ver, associada ao terrorismo.
Javier Gómez Bermúdez é um juiz da Audiência Nacional, um tribunal superior especial na Espanha especializado em crimes graves como terrorismo e genocídio. De acordo com relatórios da imprensa, em 16 de dezembro, o juiz ordenou a prisão de pressupostos membros de um grupo anarquista. As prisões faziam parte da Operação Pandora, uma campanha coordenada contra “atividades anarquistas” que foi considerada uma tentativa de “criminalizar os movimentos sociais anarquistas”. A polícia confiscou livros, telefones celulares e computadores, e prendeu 11 ativistas. Quase não se sabe detalhes da situação, pois o juiz declarou o caso secreto.

 

Pelo menos um legislador, David Companyon, especulou que as incursões policiais são “uma artimanha para reunir apoio para a recém aprovada ‘lei da mordaça’ espanhola.” A nova lei restringe severamente manifestações, coloca grandes multas para atividades como insultar um policial (600 euros), queimar a bandeira nacional (mais de 3.000 euros), ou fazer uma manifestação em frente aos prédios do parlamento ou outras construções chave (até 600.000 euros). Considerando o que a lei estabelece, não surpreende que muitas pessoas vinculem-na às incursões conduzidas contra um grupo com ideias políticas que aparentemente o governo considera ameaçadoras.

 

Em um comunicado, Riseup apontou:

Quatro pessoas entre as detidas foram soltas, mas sete estão na cadeia esperando julgamento. As razões dadas pelo juiz para mantê-los detidos incluem a posse de certos livros, “a produção de publicações e formas de comunicação”, e o fato de que os acusados “usam e-mails com medidas extremas de segurança, tais como o servidor Riseup.

 

Não está claro o que o juiz quer dizer com “medidas extremas de segurança”. Como afirma Riseup, “muitas das ‘medidas extremas de segurança’ usadas por Riseup são boas práticas comuns para segurança online.” Parece que a suposição por trás da decisão do juiz é que usar serviços que sigam boas práticas para segurança online deve ser considerado suspeito. Isso claramente vai contra o princípio de pressuposição de inocência, um requisito central da lei internacional de direitos humanos. E mais, usar serviços com forte segurança é a forma que os indivíduos têm para exercer seu direito à privacidade e liberdade de expressão na era digital ao mesmo tempo em que se mantêm seguros. Cada nova violação de bases de datos e desastres de segurança informática nos lembra disso.

 

Chamar o desejo de estar seguro online de “extremo” é algo incrivelmente perturbador. Entretanto, pouco surpreendente. Durante a “guerra contra a criptografia” [“Crypto wars”] dos anos 1990, o governo dos Estados Unidos propagaram a ideia de que uma encriptação forte deveria ser tratada como armamento. Isso pode ser devido ao fato de que uma segurança forte torna muito mais difícil para uma agência como a NSA vigiar descaradamente todo mundo e torna difícil reprimir grupos com ideias políticas que ameacem o status quo. Não há dúvidas que anarquistas caem nessa categoria, e provavelmente é por isso que o governo espanhol está preocupado.
No seu comunicado, Riseup explica que o coletivo “tem a obrigação de proteger a privacidade de seus usuários” e “não está disposto a permitir backdoors ilegais ou vender informações de nossos usuários para terceiros”.

 

Existem fortes evidências de que a NSA se assegurou de que houvessem backdoors integradas em diversos produtos e serviços. Companhias e grupos como Riseup querem proporcionar serviços de rede confiáveis e seguros mesmo ao lidar – na verdade, especialmente neste caso – com policiais e advogados que solicitem informações pessoais de usuários e seus registros. Riseup desenvolveu políticas de privacidade robustas para proteger-se da responsabilidade legal, mas mais acima de tudo, para proteger a segurança e a privacidade de seus usuários.

 

A necessidade de privacidade e segurança não pode ser subestimada. Em seu histórico relatório para a 23ª seção do Concelho de Direitos Humanos, o ex-relator da liberdade de expressão da ONU, Frank La Rue deixou claro que a segurança da comunicação é fundamental para uma sociedade aberta. Ele afirmou:

Os indivíduos devem ser livres para usar qualquer tecnologia que escolham para garantir a segurança de suas comunicações, e os Estados não devem interferir no uso de tecnologias de encriptação. (…) Sem uma proteção adequada à privacidade, à segurança e ao anonimato das comunicações, ninguém pode garantir que suas comunicações privadas não estejam sob o escrutínio do Estado.

A privacidade é uma característica essencial de toda sociedade livre. Junto com a “lei da mordaça”, ao reprimir usuários que usem comunicações privadas e seguras, o governo espanhol manda um preocupante sinal a respeito de suas intenções. Mas ainda há tempo para o tribunal corrigir esta decisão. Se a razão para manter esses ativistas presos é sua perfeitamente razoável e corriqueira decisão de manter seguras suas próprias comunicações, então eles devem ser liberados imediatamente.

Este é um material colaborativo produzido com contribuições das seguintes entidades e redes: Advogados Ativistas, Artigo 19 e WITNESS.

como-filmar-a-violencia-policial-em-protestos

Por nadir.org 23/11/2012 às 15:18

Traduzido em: http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2012/11/514157.shtml

Por muitos anos temos provido servidores e infraestrutura de comunicação
para a esquerda. Temos feito o nosso melhor para manter servidores
seguros e temos resistido por vários meios a requisições a dados de
usuário/a feitas por autoridades.

Em resumo: tentamos oferecer uma forma de comunicação libertadora dentro
da internet capitalista.

Sempre vimos a internet como um recurso para nossas lutas, e ao mesmo
tempo a reconhecemos como um terreno político controverso, e agimos em
consonância com isto. Pensávaamos que a maior parte da esquerda a
enxerga da mesma maneira. Mas uma vez que mais e mais pessoas na
esquerda tem “usado” o Facebook (ou o Facebook as tem usado), não temos
mais certeza sobre isso. Ao contrário, nosso trabalho político tem sido
insuficiente e exaustivo. A comunicação criptografada com servidores
autônomos não é tida como libertadora, mas como irritante.

Disneylândia

Apenas não havíamos percebido que, depois de toda a tensão nas ruas e
todas aquelas longas discussões grupais, muitos ativistas parecem ter o
desejo de falar bastante no Facebook sobre tudo e todos. Não havíamos
percebido que, mesmo na esquerda, o Facebook é a mais doce das
tentações. Que a esquerda, como todo mundo, gosta de seguir a suave
correnteza da exploração aonde ela não parece fazer mal nenhum e, mesmo
só por uma vez, não precisar resistir. Muitas pessoas sofrem de má
consciência. Embora isto possa levá-las a antever as consequências
fatais do Facebook, isso não parece ter sido transformado em ação.

É realmente ignorância?

Só para dar um breve resumo do problema; ao usar o Facebook, ativistas
não apenas fazem sua própria comunicação, sua opinião, seus “curtir”,
etc. transparentes e disponíveis para processamento. Ao invés disso — e
consideramos ainda mais importante — eles/as expõem estruturas e
indivíduos que tem pouco ou nada a ver com o Facebook. A capacidade do
Facebook de investigar a rede atrás de relações, semelhanças, etc. é
difícil de ser entendida por pessoas leigas. O falatório no Facebook
reproduz estruturas políticas para autoridades e empresas. Este
falatório pode ser pesquisado, organizado e agregado não apenas para
obter declarações precisas sobre relações sociais, pessoas-chave, etc,
mas também para realizar previsões, das quais se pode deduzir
regularidades. Depois dos celulares, o Facebook é a mais sutil, barata e
melhor tecnologia de vigilância disponível.

Usuários do Facebook como informantes não-intencionais?

Sempre pensamos que a esquerda queria outra coisa: continuar nossas
lutas na internet e usá-la para nossas lutas políticas. É disso que se
trata para nós — mesmo hoje. É por isso que vemos usuários/as de
Facebook como um perigo real para nossas lutas. Em particular, ativistas
que publicam informações importantes no Facebook (muitas vezes não
sabendo o que estão fazendo), que são cada vez mais utilizadas por
órgãos de segurança pública. Poderíamos quase ir tão longe ao ponto de
acusar esses/as ativistas de colaboracionismo, mas ainda não chegamos a
este ponto. Ainda temos esperança que as pessoas percebam que o Facebook
é um inimigo político e que aqueles/as que o usam fazem-no mais e mais
poderoso. Usuários/as ativistas do Facebook alimentam a máquina, e assim
revelam nossas estruturas — sem qualquer necessidade, sem qualquer
mandado judicial, sem qualquer pressão.

Nosso Ponto de Vista

Estamos cientes que falamos “de cima”. Para nós, que trabalhamos por
anos — e muitas vezes ganhamos a vida — com a rede e com computadores,
administração de sistemas, programação, criptografia e muito mais, o
Facebook surge quase como um inimigo natural. E desde que também nos
consideramos como parte da esquerda, isto soma-se com a análise da
economia política do Facebook, onde “usuários/as” são transformados em
produto a ser vendido e tornam-se consumidores ao mesmo. O jargão para
isso é “geração de demanda”. Percebemos que não é todo mundo que lida
com a internet de forma tão entusiasmática como nós. Mas que ativistas
permitam que este Cavalo de Tróia chamado Facebook seja parte das suas
vidas cotidianas, é um sinal e ignorância num nível crítico.

Instamos a todos/as: fechem suas contas no Facebook! Você está colocando
outras pessoas em perigo! Aja contra esse monstro de dados!

Ainda: deixe o Yahoo! mail e companhia. Abaixo o Google! Contra a
retenção de dados! Pela neutralidade da rede! Liberdade para Bradley
Manning! Longa vida à descentralização!

Lute contra o capitalismo! Também — e especialmente — na internet!
Contra a exploração e a opressão! Também — e especiamente — na internet!

Encha o saco de seus/suas camaradas. Mostre-lhes que ao alimentar o
Facebook eles/as estão escolhendo o lado errado!

URL:: http://nadir.org

O coletivo Mar1sc0tron dá continuidade ao CINEhack, cineclube
focado nos temas de tecnologia, segurança e comunicação digital, e
nerdices também. Neste quarto encontro será apresentado o filme “Freenet

Filme: Freenet (2016).
Quando: sábado, dia 25/06, às 19:00
Onde: Tarrafa Hacker Clube (pavilhinho da arquitetura-UFSC)

Sinopse:

A world wide web foi concebida e construída a partir de um fundamento principal: a liberdade pela conexão em rede, e não demorou para se tornar o carro-chefe da liberdade de expressão do século XXI. Com ela, não somos apenas consumidores de informação, somos também produtores. Mas o quanto somos realmente livres na internet para acessar conteúdos, e nos expressarmos? Quem governa a rede? Com quais interesses? Temos privacidade? Quem garante o direito de todos os cidadãos a uma conexão rápida e de baixo custo?

Essas e outras questões são debatidas em FREENET por especialistas e ativistas como Lawrence Lessig, Jacob Applebaum, Glenn Greenwald, Nnenna Nwakanma, Sergio Amadeu da Silveira, Edward Snowden, Frank La Rue e Catalina Botero entre outros. O filme passeia pela África, Índia, Estados Unidos, Brasil e Uruguai mostrando iniciativas e obstáculos para a democratização do acesso à internet e para a garantia de neutralidade da rede.

FREENET é um filme que tem sua licença em CREATIVE COMMONS permitindo que outros distribuam, remixem, adaptem e criem a partir do seu trabalho, mesmo para fins comerciais, desde que lhe atribuam o devido crédito pela criação original. É a licença mais flexível de todas as licenças disponíveis pois pretendemos maximizar a disseminação e uso do conteúdo licenciados.

Está disponível para assistir em: https://vimeo.com/161511483

Enquanto proliferam-se as crises no atual modelo de representação política, diversas iniciativas criam novas táticas de participação, resistência e ocupação. Indo da micropolítica cotidiana à incidência no âmbito institucional, cada uma destas experiências desenvolve-se a partir de diferentes conhecimentos, tecnologias e metodologias. A fim de colocá-las em diálogo e promover uma semana de imersão para o desenvolvimento de práticas e pesquisas compartilhadas, convocamos a tods interessads a enviarem projetos para o encontro de produção colaborativa Contralab:reboot.

Das manifestações de 2013 até o impeachment, o sistema político brasileiro passou do esgotamento ao colapso. Queremos repensar os mecanismos de representação, facilitar a participação pública na tomada de decisões, ampliar o acesso a informações sobre personagens e recursos públicos. Esperamos que as propostas possam ir além do que conseguimos imaginar, portanto, os temas não estão limitados a estes elencados abaixo:

  • Novas formas de mobilização, protesto e ação política;
  • Metodologias e tecnologias dos movimentos secundaristas e OcupaEscola;
  • Metodologias e tecnologias de assembleias populares, associações de moradores organizações de base;
  • Tecnologias sociais e metodologias analógicas e/ou digitais para decisão e ação coletiva;
  • Análises de dados em redes sociais voltadas à ação política;
  • Ferramentas de campanhas e mobilização online;
  • Processamento, organização e difusão de informações levantadas em vazamentos ou operações de investigação;
  • Visualização de dados e monitoramento cidadão do Diário Oficial e gastos públicos;
  • Sistemas eletrônicos para democracia direta, incluindo uso de tecnologia blockchain ;
  • Processamento de linguagem aplicado à análise de dados oficiais;
  • etc

Fonte e mais informações: http://nuvem.tk/wiki/index.php/CONTRALAB:Reboot

Inscreva-se!

Inscrições abertas até o dia 11 de junho, às 23:59. Use o formulário de inscrição: https://nuvem1.typeform.com/to/liG5LI

Fonte: http://midiacoletiva.org/perseguicao-antena-negra-tv-da-argentina/

ANTENA NEGRA TV DISPUTA COM A EMPRESA PROSEGUR E O ESTADO ARGENTINO O DIREITO DE TRANSMITIR

Antena Negra é uma emissora de TV independente e coletiva que ocupa o canal 20 – TDA no espectro argentino e pode ser sintonizada em aparelhos de televisão e pela internet. Esta emissora é um desafio ao monopólio das ideias que reina na Argentina, que vive durante décadas controlada e manipulada por poucos grupos donos de cadeias de comunicação.

Além de ser um canal de difusão, Antena Negra também é um espaço de construção política e social a partir da perspectiva da edu-comunicação. Desempenha grande inspiração para outras emissoras comunitárias porque desenvolveu em parceria com outros coletivos uma capacidade incrível e autônoma de produzir seus próprios transmissores e antenas.

Já no ano passado integrantes da Antena Negra tiveram problemas com a justiça porque operam em um canal, de forma legal e baseado na Lei de Meios da Argentina, que foi cedido em uma negociata excusa e mau explicada com a polícia, para a empresa de segurança privada Prosegur.

O transmissor e demais equipamentos da Antena Negra TV foram lacrados e apreendidos, em um claro intuito de privilegiar uma empresa com lobby governamental e militar, em detrimento de uma emissora que além de comunitária e independente, cumpre um papel crucial na articulação política dos meios de comunicação independentes e sobretudo na articulação da RNMA – Red Nacional de Medios Alternativos.

A empresa de segurança que realiza uma comunicação interna entre carro-forte, viaturas, centrais e demais operativos usa ilegalmente uma banda do espectro que é oficialmente destinada a canais de TV comunitários, garantidos pela lei federal que rege no país, mas que também encontra em Maurício Macri atual presidente, um novo e feroz inimigo.

Nessa semana novamente uma ordem judicial decretava a apreensão dos equipamentos de transmissão, que foi alterada para um prazo de 48 horas, que intima seus integrantes a entregarem os equipamentos para o governo, prazo que já foi cumprido.

Diferente do episódio anterior, dessa vez o governo não atuou com a força policial, mas com uma estratégia jurídica para favorecer a empresa Prosegur, que contém a ameaça de se continuarem transmitindo mesmo posterior a liminar, serão detidos e processados.

Nos solidarizamos com esse veículo independente e importantíssimo para o cenário de mídia livre no nosso continente, e reproduzimos uma parte de sua postagem em redes sociais e da última transmissão antes de apagar o sinal.

Certos de que o compromisso com a mídia popular e inteligência desses compas os manterão ativos e combativos para retomar seu direito de transmitir pelos ares da Argentina e despertar consciência ‘desde abajo’

Ultima Transmissão 12 de maio 

Nota da Antena Negra TV em redes sociais:


Dejar de estar al aire implica apagar nuestra herramienta comunicacional, es decir nuestro medio de lucha, censurando las voces del campo popular y profundizando aún más la desigualdad entre los medios comunitarios y los comerciales, que trabajan en conjunto con empresas telefónicas, afianzando el cerco mediático que favorece el discurso hegemónico.

A partir de esto tomamos, en conjunto con la RNMA, la decisión de no entregar a ninguna persona a la cárcel, y por lo tanto salir momentáneamente del aire. La entrega ser hará en las próximas horas en el edificio de ENACOM Perú 103 y allí constatará que se entregan en forma y funcionando para luego labrar una acta. Los equipos quedarán entonces nuevamente retenidos por el Estado y la empresa Prosegur utilizando la frecuencia desde su ilegalidad.

Responsabilizamos por esta situación:

– A la empresa multinacional Prosegur, que inició esta causa penal e impulsó una persecución juridica y policial, siendo ellos los que usan ilegítimamente el espectro;

– Al juez Martínez De Giorgi, que llevó adelante el primer secuestro de los equipos en 2015 y hoy continúa respondiendo a las presiones de dicha empresa sacandonos del aire e intentando un segundo allanamiento en el canal.

– Al ENACOM, por no llevar adelante las políticas correspondientes a su función, para que este conflicto se resuelva en favor de la comunicación popular.

A pesar de la extensa reunión, no se pudo conseguir que ENACOM actuara para que se detuviera esta nueva instancia de retención de los equipos ordenada por el juez di Giorgi. El organismo adquirió el compromiso de pedir juntamente con Antena Negra TV y por escrito una audiencia ante el juzgado, para finalizar la causa penal y llevarla al plano administrativo-político, del que nunca debió haber salido.

Exigimos que se retire de inmedato la causa penal y se resuelva el conflicto por vías administrativas, dejando así de tener el peligro inminente de una persona presa por hacer comunicación comunitaria, alternativa y popular. Queremos la resolución de esta disputa, por lo tanto también exigimos al ENACOM que encuentre una figura legal que nos permita poder seguir transmitiendo y dejar de estar en un estado de vulnerabilidad permanente y en peligro de allanamiento constante.

Desde Antena Negra TV y la RNMA tomamos esta decisión aunque calificamos de injusta la resolución de Juez. Debería ser PROSEGUR quien apague sus equipos y no nosotros pero ante la eventualidad de que una persona, ya imputada, pueda perder su libertad por desobediencia, hemos resuelto apagar el equipo para esta nueva retención.

No estamos eligiendo entre dos variantes, nos obligan a hacerlo. Entre la cárcel o el aire, elegimos hacer comunicación comunitaria, alternativa y popular. Y volveremos a hacerlo, definitivamente.

¡Basta de seguir beneficiando a las empresas privadas por sobre el campo popular!

¡Basta de hacer de la comunicación un negocio y una mercancía!

¡ANTENA NEGRA TV NO SE APAGA!