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Category Archives: educação

Na próxima quinta-feira, dia 13/set, acontece a oficina “Ferramentas digitais para organização coletiva”. Iremos apresentar e mostrar como funcionam algumas opções de ferramentas para organização coletiva que são usadas há quase duas décadas por inúmeros grupos ativistas pelo mundo. Nesse tempo, muito se melhorou em termos de segurança da comunicação, porém nossas necessidades quando estamos em coletivos, continuam as mesmas: nos comunicarmos, organizar e debater nossas ideias, compartilhar materiais e tomar decisões. Toda tecnologia possui valores codificados em sua estrutura que nós não conseguimos alterar, por mais que “usemos do nosso jeito”. Por isso recomendamos coletivos de tecnologia como Riseup ou Autistici que desenvolvem softwares a partir de valores como justiça social, privacidade e autonomia. Divulguem e apareçam!

Quando: dia 13 / set, quinta
Hora: 19h00
Local: Tarrafa Hackerspaço

04/07/2018

Por Patricio Velasco F., pesquisador da ONG Derechos Digitales | #Boletim17


O aumento do acesso a novas tecnologias e em especial o crescimento da quantidade de crianças e adolescentes que possuem celular com conexão à internet implica em numerosas consequências no momento de exercer direitos humanos fundamentais como a privacidade.

Uma boa maneira de abordar a questão é considerar os números do fenômeno. Por exemplo, segundo os dados da pesquisa Kids Online aplicada no Brasil em 2016, 85% das crianças e adolescentes acessam a internet no celular (sem que existam diferenças significativas segundo o nível socioeconômico das famílias nem o sexo dos respondentes). Esse tipo de dado não é excepcional no contexto regional. A queda nos preços dos dispositivos e a ampliação da infraestrutura de internet permitiram uma crescente massificação do acesso à rede na América Latina.

O acesso massivo à internet e sua maneira particular de uso tem, igualmente, outras implicações. Com a ampliação da conectividade através de celulares, os usos que crianças e adolescentes podem fazer dessas tecnologias se multiplicam e, além disso, o eventual controle preventivo que os adultos responsáveis pelos menores podem exercer a respeito da navegação de crianças e jovens também é restrito (Byrne, Kardelfelt-Winther, Livingstone, & Stoilova, 2016). O controle não pode ser permanente e o conhecimento que crianças e adolescentes adquirem sobre as novas tecnologias pode deixar os adultos rapidamente desatualizados, configurando um cenário onde são os menores que se “alfabetizam” com maior rapidez sobre os novos desenvolvimentos tecnológicos (Ólafsson, Livingstone, & Haddon, 2013).

Além disso, é necessário considerar um terceiro elemento relevante: o modo que crianças e adolescentes experimentam a conectividade. A experiência da internet tem sido mediada principalmente pelo uso de plataformas que são acessadas através de aplicativos para celular. No caso chileno, por exemplo, 80% das crianças e adolescentes declaram ter utilizado redes sociais nos últimos meses.

Essa configuração, considerando um amplo acesso à internet através de dispositivos pessoais, alto nível de familiaridade com as novas tecnologias e a prevalência de redes sociais implica em desafios significativos no momento de abordar a pergunta sobre privacidade online.

Para autores como Boyd, a proliferação da conectividade através de redes sociais com ênfase no uso feito por crianças e adolescentes influiu em uma mudança do que compreendemos por privacidade online. Assim, se antes para conseguir publicidade era necessário mobilizar e gerir recursos, atualmente estaríamos frente a um cenário onde se compreende que o que é público se encontra determinado “por padrão”; enquanto o que é privado opera como uma construção que requer não apenas mobilizar recursos, mas também desenvolver estratégias que sejam capazes de estabelecer limites ao acesso e difusão dos conteúdos gerados.

Essa mudança na compreensão da privacidade possui amplas consequências na hora de avaliar o comportamento online de crianças e adolescentes. Além dos perigos que o uso de informação pessoal de terceiros pode implicar (que já foi amplamente exposto no debate sobre a Cambridge Analytica) é necessário situar essa preocupação no contexto de uma crescente transformação da vida social em dados, onde as experiências são registradas através de diversos sensores e dispositivos, formando um rastro duradouro da vida das crianças que se socializaram através dessas plataformas (Lupton & Ben Williamson, 2017).

Então devemos nos perguntar novamente em que implica e como se configura a privacidade online para crianças e adolescentes. Para Balleys & Coll, a privacidade se refere à capacidade de gerir a intimidade de uma pessoa com seus pares, o que implica que se configure como uma forma de capital que permite a crianças e adolescentes consolidar seus vínculos e status. Essa gestão da intimidade poderia estar representada nas diversas formas em que os menores se relacionam com as plataformas online e, particularmente, com as restrições que estabelecem de sua participação nelas.

Pelo que acabamos de mencionar, é importante avaliar quais são as habilidades e capacidades que crianças e adolescentes demonstram em redes sociais ao configurar sua privacidade online. Assim, antes de focar na privacidade como conceito abstrato, é possível verificar quais são os recursos que efetivamente são mobilizados para definir o que cada um quer resguardar como privado. Ao adotar essa abordagem, surgem novas perguntas: Todas as crianças e adolescentes estão em igualdade de condições para mobilizar tais recursos e configurar a sua privacidade online? Com relação a isso, foi apontado que a alfabetização digital e o desenvolvimento de habilidades online reproduz as desigualdades sociais de base (Helsper, van Deursen, & Eynon, 2015), questão que em contextos como o latino-americano, com amplas diferenças entre os diversos estratos socioeconômicos, pode resultar ainda mais urgente.

Dessa maneira, estamos frente a um cenário complexo: o exercício da privacidade não só implica gerir recursos, mas também esses recursos não estão igualmente disponíveis para toda a população. Em termos de habilidades online, essas lacunas são particularmente significativas. Como exemplo, e considerando novamente os dados da Kids Online Brasil, é possível apontar que 74% das crianças e adolescentes dos estratos altos sabem como mudar a sua configuração de privacidade em redes sociais, em comparação com somente 50% de quem pertence ao estrato mais baixo.

Perante essa situação é necessário desenvolver estratégias que favoreçam a criação e gestão de recursos que permitam que crianças e adolescentes sejam agentes ativos na configuração da sua privacidade online. Isso implica enfatizar o desenvolvimento de habilidades e estratégias para um uso seguro da internet, capazes de considerar que, no cenário atual, a privacidade não é um conceito estático, mas uma implementação prática e cotidiana. Para isso é imperativo habilitar não somente as próprias crianças e adolescentes, mas também os adultos que formam parte do seu processo educativo, tanto nas famílias como em estabelecimentos educacionais.

Então devemos nos orientar pensando no desenvolvimento de programas que permitam aos menores discernir o que querem manter no âmbito privado e quais são as ferramentas e estratégias tecnológicas efetivas para esse fim. Assim, estaremos permitindo que crianças e adolescentes desenvolvam competências digitais para a construção da sua própria privacidade online, sem que isso presuma que um determinado conteúdo deva ser resguardado. É relevante que essa formação seja capaz de reconhecer as diferentes identidades étnicas, religiosas e sexuais existentes na sociedade, permitindo assim que a participação online de crianças e adolescentes respeite as diferenças culturais, enquanto lidamos com as lacunas de classe que podem incidir na gestão da privacidade.

Quinta, dia 10, estaremos no Tarrafa HC para mais uma etapa na construção da cultura de segurança. Os tempos estão mudando e piorando: de Cambridge Analytica a perseguição de movimentos sociais, de guerra com veículos não-tripulados a algoritmos carregados de valores morais para prever “crimes” – se o seu grupo está tentando causar qualquer transformação na sociedade ou você busca expressar minimamente um pensamento crítico, então temos que começar a pensar e desenvolver uma cultura de segurança.

O Manual de Segurança Holística é um guia de treinamento em Cultura de Segurança que parte de uma compreensão “holística”, ou seja, uma abordagem que leva em conta além do impacto físico, o impacto em nossa integridade psicológica. Ele foi escrito pelo coletivo Tactical Technology, cuja tradução, nós do Mariscotron, recentemente concluímos.

Não é uma atividade técnica, mas mais propriamente política.

Divulguem e compareçam!

Lançamento do livro “Segurança Holística”
Quinta, dia 10, às 19h
No Tarrafa Hacker Clube, em Florianópolis (Arq-UFSC)

O livro foi recentemente traduzido pelo Coletivo Mariscotron e lançado na CryptoRave neste final de semana em São Paulo. Ele pode ser baixado na página da Subta.


Este ano estaremos presentes novamente na CryptoRave, o maior evento de criptografia do mundo! Dessa vez, lançaremos o Manual de Segurança Holística, um livro escrito pelo coletivo Tactical Technology, cuja tradução concluímos recentemente.

O livro é um guia de treinamento em Cultura de Segurança a partir de uma compreensão “holística”, ou seja, uma abordagem que leva em conta além do impacto físico, o impacto em nossa integridade psicológica.

O Manual de Segurança Holistica é baseado na compreensão de que segurança é um conceito
profundamente pessoal, subjetivo e influenciado pelo genêro de cada pessoa. Quando trabalhamos
para trazer uma mudança social positiva, podemos enfrentar ameaças e ataques persistentes
que impactam nossa integridade física e psicológica, e muitas vezes afetam nossas amizades
e família. Entretanto, ter uma abordagem de segurança organizada pode nos ajudar a manter
nosso trabalho e nós mesmos ativos.

Este guia é o primeiro a adotar explicitamente uma abordagem “holística” com relação a
segurança e estratégias de proteção para defensores de direitos humanos. Resumidamente,
isso significa que ao invés de olhar separadamente para a importância de nossa segurança
digital, nosso bem-estar psicossocial e dos processos de segurança organizacionais, essa
abordagem tenta integrar tudo isso e destacar suas interrelações.

Nessa atividade de lançamento, planejamos apresentar brevemente o conteúdo desse manual através de exemplos
de práticas e dinâmicas de treinamento e prática de cultura de segurança.

A atividade acontece no dia 5 de Maio, às 8h00 da manhã, no espaço Ian Murdock.

Além disso, estaremos presentes durante todo o evento com nossa banca de livros e zines.

Nos vemos lá!

Neste sábado acontece o Festival Latino-americano de Instalação de Software Livre (FLISoL). Em Floripa o Festival será no Tarrafa Hacker Clube, um Hacker Espaço que fica no departamento de Arquitetura da Universidade Federal de Santa Catarina.

Iremos participar da Installfest e iremos ministrar uma oficina/conversa sobre Comunicação Segura. Chega mais!

Programação:

  • Atividades:
  • 13h-18h: Installfest
    • Traga seu notebook e instale distribuições de Linux e Softwares Alternativos com a ajuda de usuários experientes.
  • 13h – Computação Gráfica com Software Livre
    • Desapegue do Photoshop e use um software livre para editar suas fotos e imagens.
  • 14h – Data Detox
    • Descubra quem é você na internet e o que as grandes corporações já coletaram dos seus dados sem você saber.
  • 15:30 – Conheça o Tarrafa
    • Uma apresentação do que é um hackerspace e cultura hacker.
  • 16:30 – Comunicação Segura (coletivo Mariscotron)
    • Cultura de Segurança, Software livre e Criptografia: Protegendo seus dados e comunicação da vigilância massiva e global.
  • 18h – Encerramento
    • Aviso: traga seu notebook para participar das atividades com a mão na massa.

 

Nesta terça às 18:30 vamos participar de uma mesa sobre Software livre e a democratização da informação, durante a III Semana de Biblioteconomia da UFSC.

Mesa redonda: “Software livre e a democratização da informação” – Coletivo Mariscotron; Tarrafa Hacker Clube; Douglas Dyllon Jeronimo de Macedo; Jan Luc Santos Tavares (Auditório da reitoria UFSC)

A programação completa pode ser vista abaixo:

Segue abaixo o material distribuído na CryptoRave de 2017. Originalmente, continha informações sobre segurança e a programação do evento. Tiramos a segunda parte e adicionamos umas figurinhas.

 

Distribua à vontade!

Mais informações em cryptorave.org e autodefesa.fluxo.info

ARTE, RESISTÊNCIA e REBELDIA NA RED. Convocatória a edição cibernética do CompArte “Contra o Capital e seus muros, todas as artes” ARTE, RESISTÊNCIA E REBELDIA NA RED.

Convocatória a edição cibernética do CompArte  “Contra o Capital e seus muros, todas as artes”

Julho de 2017.

Companheiroas, companheiras e companheiros da Sexta:

Irmaoas, irmãs e irmãos artistas e não, do México e do mundo:

Avatares, nicknames, webmasters, bloguer@s, moderador@s, gamers, hackers, piratas, bucaneros e náufragos do streaming, usuari@s das redes antisociais, antípodas dos reality shows, ou como cada um prefira chamar red, a web, internet, ciberespaço, realidade virtual ou como seja:

Lhes convocamos, porque temos algumas perguntas que nos inquietam:

É possível outra internet, ou seja, outra rede?  Se pode lutar aí? Ou esse espaço sem geografia precisa, já está ocupado, copado, cooptado, atado, anulado, etceterado?  Não é possível haver aí resistência e rebeldia?  É possível fazer Arte na rede?  Como é essa Arte?  E pode rebelar-se?  Pode a Arte na rede resistir a tirania de códigos, passwords, o spam como buscador por default, os MMORPG das notícias nas redes sociais onde ganham a ignorância e a estupidez por milhões de likes?  A Arte em, por e para a rede banaliza a luta e a trivializa, ou a potência e escala, ou “nada a ver, meu bem, é arte, não célula militante”?  Pode a Arte na rede aranhar os muros do Capital e feri-lo com uma greta, ou afundar e perseverar nas que já existem?  Pode a Arte em, por e para a rede resistir não só a lógica do Capital, mas também a lógica da Arte “conhecida”, a “arte real”?  O virtual é também virtual nas suas criações?  É o bit a matéria prima da sua criação?  É criado por um ser individual?  Onde está o soberbo tribunal que, na Rede, dita o que é e o que não é Arte?  O Capital cataloga a Arte em, por y para a rede como ciberterrorismociberdelinquencia?  A Rede é um espaço de dominação, de domesticação, de hegemonia e homogeneidade?  Ou é um espaço em disputa, em luta? Podemos falar de um materialismo digital?

A realidade, real e virtual, é que sabemos pouco o nada de esse universo.  Mas cremos que, na geografia impalpável da rede, há também criação, arte.  E, claro, resistência e rebeldia.

Vocês que criam aí, Sabem da tormenta? a padecem? resistem? se rebelam?

Para tratar de encontrar algumas respostas, é que lhes convidamos a que participem… (íamos por “desde qualquer geografia”, mas achamos que na rede é onde talvez importa menos o lugar).

Bom, lhes convidamos a construir suas respostas, a construí-las, ou desconstruí-las, com arte criado em, por e para a rede.  Algumas categorias nas que se pode participar (com certeza há outras, e você já está pensando que a lista é curta, mas, já sabe, “falte o que falte”), seriam:

Animação; Apps; Arquivos e bases de dados; Bio-arte e arte-ciência; Ciberfeminismo; Cine interativo; Conhecimento coletivo; Cultural Jamming; Cyber-art; Documentários web; Economias + finanças experimentais; Eletrônica DIY, máquinas, robótica e drones, Escritura coletiva; Geo-localização; Gráfica e designe, Hacking criativo, graffiti digital, hacktivismo e borderhacking; Impressão 3D; Interatividade; Literatura electrónica e Hipertexto; Live cinema, VJ, cinema expandido; Machinima; Memes; Narrative media; Net.art; Net Áudio; Performance, dança e teatro midiáticos; Psico-geografias; Realidade alternativa; Realidade aumentada; Realidade virtual; Redes e Translocalidades colaborativas (desenho de comunidades, práticas translocales); Remix culture; Software art; Streaming; Tactical media; Telemática e telepresença; Urbanismo e comunidades online/offline; Videogames; Visualização; Blogs, Flogs e Vlogs; Webcomics; Web Series, Telenovelas para Internet, e isso que você acha que falta nesta lista.

Assim que bem-vind@s aquelas pessoas, coletivos, grupos, organizações, reais ou virtuais, que trabalhem desde zonas autônomas online, aqueles que utilizem plataformas cooperativas, open source, software livre, licenças alternativas de propriedade intelectual, e os etcéteras cibernéticos.

Bem-vinda toda participação de todoas, todas e todos os fazedores de cultura, independentemente das condições materiais das que trabalhem.

Lhes convidamos também para que distintos espaços e coletivos ao redor do mundo possam mostrar as obras em suas localidades, segundo seus próprios modos, formas, interesses e possibilidades.

Tem já em algum lugar do ciberespaço algo que dizer-nos, contar-nos, mostrar-nos, compartilhar-nos, convidar-nos a construir em coletivo? Nos mande seu link para ir construindo a sala de exibições em linha deste CompArte digital.

Não tem ainda um espaço onde carregar seu material?  Podemos proporcioná-lo, e na medida do possível arquivar seu material para que fique registrado a futuro.  Nesse caso necessitaríamos que nos deem um link, hospedagem cibernética ou coisa similar de sua preferência. Ou que nos mandem por email, ou o carregue em uma de nossos servidores ou ao FTP.

Ainda que nos oferecemos a hospedar todo o material, porque queremos que forme parte do arquivo de arte na rede solidária, também vamos a ‘linkear’ a outras páginas ou servidores ou geo-localizações, porque entendemos que, na época do capital global, é estratégico descentralizar.

Assim que como se sintam à vontade:

Se querem deixar a informação nos seus sites, com suas formas e seus modos, podemos linkearlos.
E se necessitam espaço, podem contar com a nós para hospedá-los.

Bom, podem escrever-nos um e-mail com a informação de sua participação.  Por exemplo, o nome dos criadores, título, e a categoria na que querem que esta seja incluída, assim como uma pequena descrição e uma imagem.  Também nos diga si você tem espaço em internet e só necessitam que ponhamos um link, ou bem se preferem que a carregamos ao servidor.

O material que for sendo recebido desde o momento que apareça a convocatória, se irá classificando em diferentes apartados segundo sua (in)disciplina.  As participações se faram públicas durante os dias do festival para que cada indivíduo ou coletividade navegue, use (ou abuse) e difunda em seus espaços de reunião, ruas, escolas, ou onde prefira.

As participações se publicarão como entradas e links.

Também se publicará um programa de streaming em direto. As atividades serão arquivadas caso alguém não consiga vê-las ao vivo.

O e-mail ao qual podem escrever para mandar-nos seus links e comunicar-se com nós é:

compas [nospam] comparte . digital

A página onde se irá montando os links as participações, e a qual estará em pleno funcionamento a partir do dia 1º de agosto deste ano de 2017, é:

http://comparte.digital

Desde aí também se farão transmissões e exposições, do 1º de agosto até o dia 12 de agosto, de diferentes participações artísticas desde seu ciberespaço local, em diferentes partes do mundo.

Bem-vindoas a edição virtual do CompArte pela Humanidad:

“Contra o Capital e sus muros, todas as artes… também as cibernéticas”

Vale, saúde e não likes, sino dedos médios up and fuck the muros, delete ao capital.

Desde as montanhas do Sudoeste Mexicano.

Comissão Sexta, Newbie but On-Line, do EZLN.

(Com muito largura de banda, meu bem, ao menos no que a cintura se refere -oh, yes, nerd and fat is hot-)

Julho de 2017.

 

Atualmente a tecnologia permeia nossas vidas: temos smartphones em nossos bolsos, smartTVs em nossas salas, câmeras de vigilância por toda a cidade, reconhecimento facial no transporte público, e redes sociais para nos conectar a isso tudo. Mais do que isso, a tecnologia media boa parte das nossas interações: nossas amizades, nossas conversas, nossos eventos, nosso consumo e até mesmo nosso ativismo.

Todos os nossos dados estão expostos e sendo filtrados por métodos de vigilância de arrasto. Quando nos engajamos na luta para promover uma mudança social, nossos dados estão ainda mais em risco. É imprescindivel que tenhamos noções básicas de autodefesa digital e retomemos o poder de escolher o que queremos compartilhar e com quem.

Os coletivos Coisa Preta e mar1sc0tron promovem uma Oficina de Segurança Digital para Ativistas na Infoshop A Gata Preta, no sábado, 15 de julho, em Belo Horizonte. Vamos falar um pouco sobre a estrutura básica da comunicação pela internet, cultura de segurança, segurança da informação e ferramentas de autodefesa digital.

A Gata Preta fica no Edificio Maletta, na Rua da Bahia, 1148 sobreloja 35, Centro – Belo Horizonte.
A oficina inicia às 16h.
Traga seu computador e celular para instalarmos algumas das ferramentas que vamos estar apresentando.
A atividade é gratuita, mas haverá uma caixinha de colaborações espontâneas para cobrirmos os custos do evento.

Andamos tratando aqui no blog sobre criptografia PGP e algumas das maneiras que ela pode ser implementada. Hoje estamos compartilhando um guia publicado em 2013 que oferece um rápido panorama sobre o potencial da criptografia seguido de alguns tutoriais passo a passo. Os programas abordados nos tutoriais são Tor, Pidgin e OTR, Email e PGP e Tails. Esse artigo foi escrito por Micah Lee, da Freedom of the Press Foundation. logo após os primeiros vazamentos feitos por Edward Snowden. Esta versão em português contém alguns erros de ortografia mas que não afetam o conteúdo prático.

Baixe o PDF aqui.